Sobre El Camino
Fiz o download. Não gosto disso. Mas não teve como segurar e fui atrás do novo álbum do The Black Keys, banda que me cutucou no ótimo Magic Potion, me fisgou no excelente Attack & Release e me nocauteou no perfeito Brothers (melhor disco de 2010 nessa humilde opinião).
Eles são de Akron em Ohio – 600 km de Chicago, berço do tradicional blues. Banda de dois músicos prodígios. Dan, o guitarrista (também vocal) e Patrick, o baterista (tb produtor). Em El Camino, outro notável participou da produção, Danger Mouse, que já havia colaborado com o duo em Brothers.
Fiz três audições completas do mp3 - 264 kbps. A primeira com os famosos fones brancos do iPod, outra com um noise reduction da Sony e a última usando um Audio-Technica de gente grande (com + tempo e sem interferência).
A pegada blueseira e gordurenta da banda continua nesse trabalho, com riffs poderosos e baterias com timbragem de tambor (não é pleonasmo) - nada artificial. O álbum está rock baby total, faixas aceleradas e pra balada.
Porra malandro, que saudade de um bom disco de rock pra balada!
O disco segue essa linha em todas as faixas, mesmo em Little Black Submarines, que tem início folk e cai no lado Zeppelin da vida. Em Sister, por exemplo, junte o ar 80ties com a guitarra rasgada em um remix básico e veja o que acontece numa pista de dança. Na ótima Run Right Back a vontade é de pegar um V8, a amada e cair na estrada. Gold On The Ceiling é aquecimento de qualquer noitada - pras moças é faixa definitiva pra usar na pré-produção, sabe aquela cena na frente do espelho, maquiagem, jeans, camiseta…
Esses caras conhecem música, de timbres e dinâmicas a equipamentos e clássicos. Tem várias boas influências. Em algumas faixas você tem a sensação de que já ouviu isso antes, sabe como? Led, Robert…
Veredito? Encontrei o presente de Natal dos bons amigos.
PS: faz favor de ouvir primeiro Mind Eraser, a última do álbum.